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BOA NOTÍCIA: Desmatamento da Amazônia cai 24% de agosto de 2013 a maio, diz Inpe

Natalia GodoyDo G1, em Brasília
Desmatamento na Amazônia Legal
Compare números do Deter entre 2012/13 e 2013/14
Agosto 2012Agosto 2013Setembro 2012Setembro 2013Outubro 2012Outubro 2013Nov 2012Nov 2013Dez 2012Dez 2013Janeiro 2013Janeiro 2014Fevereiro 2013Fevereiro 2014Mar 2013Mar 2014Abril 2013Abril 2014Maio 2013Maio 20140200400600
Fonte: Inpe
O desmatamento da Amazônia Legal diminuiu 24% no período de 1º agosto de 2013 e 31 de maio de 2014 em comparação com mesmo período anterior, de agosto de 2012 a maio de 2013. A avaliação é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a partir do sistema Deter, que detecta desmates em tempo real com a ajuda de satélites.
Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (20), nos meses avaliados o bioma perdeu 1.771,86 km² de floresta, área maior que o tamanho da cidade de São Paulo.
O estado do Mato Grosso foi o que mais desmatou a floresta. No entanto, houve queda de 35% no comparativo relatado. De agosto de 2013 a maio de 2014 foram 717 km². Entre agosto de 2012 a maio deste ano tinham sido 1.095 km².

Em fevereiro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente informou que o desmatamento na Amazônia tinha caído 19% de agosto de 2013 a janeiro de 2014 em comparação com mesmo período de 2012 ao ano passado. No total, tinham sido desmatados 2.337,81 km².

Os dados do Deter, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, servem para gerar alerta sobre as áreas devastadas. A Amazônia Legal compreende todos os estados da Região Norte, além de Mato Grosso e parte do Maranhão.
O sistema de alerta por satélite acompanha em tempo “quase real” as devastações, mas não representa os dados oficiais do governo federal. O índice oficial é pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes).
Problemas no Pará
O segundo estado brasileiro com maior índice de desmatamento foi o Pará, apontou o Deter. Foram 432 km² de agosto do ano passado a maio de 2014. Também houve queda de 23% da devastação. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a dificuldade de se conter o desmate é maior na região por causa da ação dos grileiros.

“No Pará a gente trava uma luta muito forte, muito importante para deter o desmatamento. Enfrentamos uma guerra inglória. Já que você não tem propriedade regularizada é muito rápido para ele (o grileiro) entrar e ocupar. Para se ver livre do Ibama, eles picotam o terreno para garantir o desmatamento”, afirmou o diretor de Proteção Ambiental do Instituto, Luciano de Meneses.

O problema, de acordo com o Ibama, também reflete no número de autos de infração em fiscalizações. É mais difícil de multar onde há menos proprietários regulares de terras. No Mato Grosso foram aplicadas 748 multas e, no total, cerca de R$ 508 milhões foram arrecadados de agosto de 2013 a maio deste ano. No Pará foram 673 infrações.

Nos estados de Roraima, Maranhão, Tocantins e Acre houve aumento da área desmatada nos períodos de agosto a maio no comparativo 2012/2013 e 2013/2014, apesar de terem hectares de devastação menores do que Mato Grosso e Pará.

Uma dificuldade para a pesquisa, segundo o Inpe, é a cobertura de nuvens na Amazônia maior em comparação com os anos anteriores. Em maio, por exemplo, a cobertura de nuvens impediu a observação de 51% da Amazônia. O possível motivo seria o fenômeno climático do El Niño.

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