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Em seminário que discute o futuro das hidrovias na Amazônia, José Melo falou dos desafios do setor


O futuro das hidrovias na Amazônia nos próximos anos está sendo discutido em seminário realizado pela Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental (Ahimoc), em parceria com a Marinha do Brasil, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e Companhia de Docas do Maranhão (Codomar). O evento acontece nestas quinta e sexta-feira, 21 e 22 de novembro, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).


O vice-governador, José Melo, participou da abertura do seminário e destacou que as hidrovias podem ser alternativas para o escoamento do que é produzido no Estado, além de meio de transporte para quem vive na região, mas ressaltou que é preciso superar as peculiaridades dos rios amazônicos, o maior desafio nessa questão. "Em alguns rios como Juruá, Purus, Madeira, não existem leitos permanentes, então a cada ano você tem refazer as sinalizações. Esse sem dúvida é o maior desafio e esse encontro é importantíssimo para que isso seja discutido com todos os setores ligados ao tema".

Para José Melo, o trabalho da Marinha do Brasil é essencial para auxiliar a construção das hidrovias. Mesmo não sendo atividade fim da instituição, a Marinha contribui para a execução dos trabalhos de abertura e organização das hidrovias, principalmente no que diz respeito à tecnologia necessária para a realização desse tipo de trabalho, afirmou o vice-governador.Também participaram da abertura do evento o presidente da Fieam, Antônio Silva, e o deputado estadual Adjuto Afonso, representando da Assembleia Legislativa do Estado (ALE).

Os debates contam, ainda, com a participação de profissionais especialistas na área de navegação, hidrovias e empresas do setor, representantes do setor e de instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam).Entre os temas que serão discutidos estão plano hidroviário estratégico; fatores que interferem no transporte de cargas e passageiros em hidrovias; situação atual e perspectivas dos transportes aquaviários do Amazonas.

O almirante Domingos Sávio Nogueira afirmou que o modelo de hidrovias é o mais barato que existe e ressaltou a participação da Marinha no auxílio e organização do setor. Ele disse ainda que as hidrovias são imprescindíveis para a economia do Estado, principalmente como malhas hidroviárias voltadas ao escoamento da produção.

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