16 de outubro de 2013

Mudanças na fauna e flora amazônica são retratadas em exposição ‘Retorno à Amazônia’

Uma exposição fotográfica com o resultado de dois anos de uma expedição realizada em 1997 na Amazônia pelo cineasta Jean Michel Cousteau está à mostra no Palácio Rio Negro, no centro de Manaus, a partir desta quarta-feira, 16 de outubro, até o dia 19 de dezembro. As imagens revelam as transformações da fauna e da flora amazônica num período de 25 anos, após a primeira jornada científica realizada por terra, água e ar na região pelo oceanógrafo e cientista Jacques Cousteau, pai de Jean Michel.



Com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), a mostra está aberta para visitação gratuitamente de terça a sexta-feira, das 10h às 16h, e aos domingos, das 16h às 20h. Ao todo a exposição traz 30 fotografias e vídeos referentes aos 20 meses da empreitada do cineasta.



O pai de Jean Michel, Jacques Cousteau, é figura mundialmente conhecida, especialmente pelas longas viagens de pesquisa ao redor do mundo, onde catalogava e estudava espécies pelos oceanos do planeta. A exposição "Retorno à Amazônia" reúne fotografias produzidas durante recente viagem de Jean, curador da mostra, que investiu em apresentar as mudanças ocorridas durante os 25 anos que separam a expedição original do pai dele, realizada em 1982, e a sua jornada.



Há 30 anos, Jacques Cousteau percorreu os 6.800 quilômetros da Amazônia com uma equipe de 50 pessoas, e também com o seu filho, para explorá-la por água, terra e ar. Vinte e cinco anos depois, Jean Michel embarcou na mesma trajetória com seus filhos, levando também a fotógrafa Carrie Vonderhaar, autora das 30 imagens expostas no Palácio Rio Negro.



De todas as imagens, a que mais traduz a intenção de Jean é a da represa de Balbina. Na imagem, os galhos secos emergem de uma bacia de água lembrando que alí existiu uma floresta verde. A represa foi instalada poucos anos depois da visita de Jacques Cousteau ao local.



"As alterações na fauna e na flora foram intensamente mencionadas por Jacques. Ele sabia que haveria alterações no meio ambiente, mas, para a surpresa de Jean as alterações foram, em certo ponto, drásticas", relatou a turismóloga e supervisora da exposição, Ana Lídia.



Livro de plástico – A exposição é um breve resumo de um livro que deve ser lançado no inicio do ano que vem por Jean Michel. A obra é feita de plástico reciclado, tecnologia brasileira que, além de prezar pelo meio ambiente, promete durabilidade do livro que também é à prova de água. A exposição "Retorno à Amazônia" é itinerante e já esteve no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e em São Paulo, no Espaço Cultural BM&Bovespa.



CRÉDITO DAS FOTOS: ALFREDO FERNANDES/AGECOM

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