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3º Fórum Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência defende mais acessibilidade no Amazonas


Mais de 100 representantes dos direitos da pessoa com deficiência no Amazonas participaram durante toda esta quinta-feira, 17 de outubro, do Fórum Estadual que defende as causas dessa parcela da população. Em sua terceira edição, o encontro, que encerra nesta sexta-feira (18), teve mais de 80% de adesão do interior do Estado e traz como pauta principal a questão da acessibilidade nos órgãos e instituições públicas e privadas. 

O evento tem apoio do Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Seped), e acontece no auditório Carlos Antônio Bandeira do Ministério Público Estadual (MPE), no bairro Nova Esperança, zona oeste de Manaus.  A programação conta diversas palestras, mesas redondas, debate e, ainda, a apresentação e aprovação de propostas acerca do tema acessibilidade. Além dos representantes da sociedade civil, participam do fórum representantes do legislativo e judiciário amazonense.

Um dos temas destaque no primeiro dia de debate foram as dificuldades encontradas para uma pessoa com deficiência ter acesso a prédios públicos e privados. De acordo com a procuradora de justiça do MPE, Maria José Aquino, há uma contínua deliberação do órgão formatada em termos de ajustamento de conduta e processos administrativos para que esses espaços instalem mecanismos de acessibilidade à pessoa com deficiência. 

"Os acessos tanto a prédios públicos como particular são precários, inclusive nas instituições de ensino. Nós já estamos trabalhando para que este trabalho seja ampliado e esperamos que haja uma sensibilização das partes", disse a procuradora, reiterando que já tem vários termos de ajustamento de conduta assinados com esse fim. 

Outra abordagem de destaque vai além da necessidade de instalação de rampas de acesso e banheiros adaptados, que beneficia principalmente a parcela de cadeirantes. O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conede-AM), Mário Castro Alves, defendeu a acessibilidade de forma mais ampla. "A acessibilidade tem que ser entendida não apenas como instrumentos urbanos como o caso de rampas, piso tático, mas acessibilidade como um todo, com intérprete de libras e áudio descrição para as pessoas cegas", exemplificou.

Conforme a secretária executiva adjunta da Seped, Vera Lúcia Edwards, atendendo recomendação do governador Omar Aziz, o órgão tem reforçado nos últimos dois anos a política estadual em favor da pessoa com deficiência no Amazonas. "Nós temos feito um trabalho de oferecer toda a atenção que uma pessoa com deficiência precisa, seja na questão da acessibilidade (em seu próprio lar), seja na oferta de recursos na área de saúde como também na inclusão social", pontuou Vera, destacando que a bandeira do órgão é promover acessibilidade como garantia de autonomia à pessoa com deficiência, para que ela seja protagonista dos seus destinos.

FOTOS: WREDMAN/AGECOM

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