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A CRITICA: NOVO ARIPUANÃ, QUE VAI ASSUMIR A PREFEITURA?

Novo Aripuanã saberá amanhã quem assume 

Raphael Alves
As ameaças ao juiz Rommel Júnior (à direita) e ao promotor Adriano Alecrim Marinho reforçam a segurança deles



Emerson Quaresma
Enviado Especial  

  NOVO ARIPUANÃ (AM) - Amanhã, o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decide quem assume a Prefeitura Municipal de Novo Aripuanã. Na semana passada, o juiz Mário Marques, relator do embargo de declaração do candidato Hilton Laborda Pinto, o Peixoto, votou pela concessão do registro de candidatura, antes cassado em primeira instância. Mas, o juiz federal Agliberto Gomes Machado, pediu vistas do processo. Se o TRE mantiver pela segunda vez o indeferimento do registro de Peixoto, o segundo colocado nas urnas, Aminadab Santana (PSC), proclamado prefeito eleito, será o diplomado.
  
Ameaça

  Enquanto o Tribunal não decide, o clima no município é de instabilidade. Tanto que o juiz da comarca de Novo Aripuanã, Rommel Queiroz Júnior, e o promotor Adriano Alecrim Marinho, andam no município acompanhados de policiais militares. O juiz relatou que tem sofrido ameaças de morte, por ter indeferido a candidatura de Peixoto. “Recentemente circulou que simpatizantes de Peixoto disseram que eu e o Aminadab Santana não passávamos da diplomação”, disse o magistrado.
  
  Os simpatizantes aos quais se referiu o juiz da comarca são Olímpio Laborda Pinto, irmão de Hilton, e seu primo Paulo César de Souza. Os dois foram presos. De acordo com Rommel, Olímpio figura como réu, junto ao irmão, ambos acusados de matar o  ex-prefeito de Novo Aripuanã Adiel Santana, no dia 28 de agosto de 2002, na praça de alimentação do Dom Pedro,  emManaus. Peixoto era vice-prefeito de Adiel.
  
Segurança

  Durante a eleição o magistrado pediu a presença do Exército, e depois reforço da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), a fim de manter a ordem pública. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) enviou oito soldados da Rocam. “O contingente de 14 PMs do município não é suficiente para esse momento”, afirmou o magistrado.
  
  Rommel disse que o registro de candidatura de Peixoto foi indeferido porque, em 2004 foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região por crime contra o patrimônio público. Mas, só cumpriu duas sentenças anos depois: a pecuniária em 2006 e em março de 2007 pagou multa. De acordo com o magistrado, a Lei da Inelegibilidade nº 64, no seu artigo 1º, diz que após o cumprimento de pena a pessoa pode votar, mas não pode ser votado por três anos.

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Autor

Daniel Maciel, Comunicador e Bacharel em Ciência Política.

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