CASO ISABELLA: conclusão final

Veja a conclusão final do inquérito do caso Isabella
Jornal Nacional teve acesso ao conteúdo do relatório final da polícia.Polícia diz que casal manteve mentira de forma dissimulada.
Do G1, com Jornal Nacional entre em contato
ALTERA OTAMANHO DA LETRA
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A polícia de São Paulo se baseou em laudos da perícia, no depoimento de testemunhas e em deduções para escrever o relatório final do inquérito sobre a morte de Isabella Nardoni. O Jornal Nacional teve acesso ao conteúdo do documento. O relatório final da polícia é assinado pela delegada Renata Helena da Silva Pontes, que comandou as investigações. O documento tem 43 páginas e faz parte do inquérito que foi entregue à Justiça na quarta feira (30).
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A delegada é categórica ao dizer que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá mantiveram a mentira de forma dissimulada, desprezando o bom senso de todos, para permanecer impunes. O relatório mostra a versão da polícia para o crime e, segundo a delegada, levou em conta laudo do Instituto de Criminalística, lesões observadas na vítima e depoimentos de testemunhas.

Conclusões
A primeira conclusão é que as agressões começaram no carro da família: segundo o relatório, Anna Carolina Jatobá feriu Isabella na testa, com um instrumento nao identificado. A madrasta segurava esse instrumento com a mão esquerda, virou-se para trás e alcançou o rosto da menina. A delegada diz que houve sangramento, gotejando sangue no assoalho, atrás do banco do motorista, na lateral esquerda do carrinho do bebê e um esfregaço, uma espécie de borrão, de sangue na parte posterior do banco do motorista. Não foi feito exame de DNA no sangue, porque a quantidade era pequena. Para a defesa, isso impediria a polícia de afirmar que o sangue é de Isabella. Segundo o relatório, o sangue observado na lateral esquerda da cadeirinha do bebê tem o perfil genético de Isabella. Segundo peritos consultados pelo Jornal Nacional, todos os membros de uma família tem o mesmo perfil genético, ou seja, o exame realizado não foi conclusivo.
Depois da chegada à garagem do Edifício London, segundo a delegada, todos subiram juntos ao apartamento. Isabella estava no colo do pai. Alexandre a jogou no chão, diz o relatório, perto do sofá. Nesse local, observou-se maior concentração de sangue, não visível a olho nu, mas identificado graças a reagentes químicos. Em outro trecho, a delegada diz que Isabella sofreu duas fraturas devido a um forte impacto, como ter sido atirada no chão. O sangue foi limpo e, ao que tudo indica segundo a delegada, com uma fralda de criança. Na noite dia do crime, a polícia encontrou uma fralda dentro de um balde. Era a única peça já lavada, no meio de outras que estavam no cesto e no chão, sujas. Segundo laudo do Instituto de Criminalística, reagentes químidos identificaram a presença de sangue na fralda.

'Pára pai'
Para a delegada, o pescoço de Isabella foi apertado por tempo considerável e de maneira forte, a ponto de a menina sofrer asfixia. O relatório final sobre o caso menciona o fato de duas pessoas terem ouvido gritos de criança chamando o pai, pouco antes da queda de Isabella.

A delegada afirma: por causa das lesões, Isabella não podia gritar. Portanto, a voz era do irmão de Isabellla, de três anos, que queria que o pai intercedesse, no momento em que a menina estava sendo asfixiada. E completa: sendo assim, se deduz que a pessoa que apertou fortemente o pescoço da vitima foi Anna Carolina Jatobá.Renata Pontes não indica o motivo do crime, mas afirma no relatório que há provas robustas de ter sido Alexandre Nardoni quem jogou Isabella pela janela. As principais são as marcas da rede na camiseta de Alexandre e as marcas do chinelo que ele usava que ficaram num lençol. A delegada também diz ter ficado impressionada com a atitude de Alexandre na noite do crime que tentava convencer a todos de que havia um ladrão no prédio e não demonstrava abatimento pela morte da filha. Para a polícia, não há dúvidas do descontrole emocional do casal. Em vários depoimentos, há relatos de brigas, principalmente por causa do ciúme que a madrasta tinha de Alexandre e de Isabella. Uma vizinha da família Nardoni disse à policia que Anna Carolina disputava a atenção do marido. Chegava a tirar Isabella do colo do pai para ela própria se sentar no colo dele, mesmo com a menina chorando.
Pedido de prisão preventiva
No final do relatório, a delegada pede a prisão preventiva de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni. Segundo a investigação, não haveria tempo suficiente para uma terceira pessoa ter cometido o crime. Além disso, as amostras de sangue encaminhadas para exame de DNA apontaram predominância de sangue de membros da família, não havendo vestígios de sangue de uma terceira pessoa. O relatório não esclarece se mais alguém, além de Isabella, se feriu no dia do crime. No relatório, a delegada justifica o pedido de prisão: garantir a ordem pública, impedir a fuga dos indiciados e assegurar a aplicação da lei. Ela diz ainda que o crime é hediondo e classifica o ato como covarde, demonstrando a maldade e o desprezo à vida humana.
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Inquérito pode ser questionado, dizem advogados do casal Nardoni

28/04/2008 - 16h56
“Tudo o que foi produzido pode ser submetido ao crivo do contraditório", afirmaram.Defesa vai aguardar que reconstituição seja documentada para fazer comentários.
CAROLINA ISKANDARIAN Do G1, em São Paulo entre em contato

Apesar da investigação da polícia apontar como principais suspeitos da morte de Isabella o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, a defesa do casal disse que pode questionar o inquérito, que já conta com cinco volumes e 950 páginas.

Caso Isabella: cobertura completa

“Tudo o que foi produzido na fase do inquérito, como os laudos periciais e os depoimentos, pode ser submetido ao crivo do contraditório, em que a defesa pode, através de uma postura técnica, questionar o que foi feito”, Rogério Neres de Sousa, um dos advogados que defendem o casal.
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Acompanhado de Ricardo Martins de São José Júnior, outro advogado da defesa do casal, Neres deixou na tarde desta segunda-feira (28) o 9º DP, no Carandiru, na Zona Norte, onde vieram para ter acesso às informações mais recentes dos autos do inquérito.

Neres informou que a defesa vai continuar trabalhando para tentar inocentar o casal, que já foi indiciado por homicídio doloso. “O trabalho está só começando. Tem um longo processo pela frente”, disse. Os dois advogados não quiseram comentar a reconstituição da morte de Isabella, feita durante todo o dia de domingo (27).

Segundo eles, só deverão dar declarações depois que o relatório sobre a reconstituição for documentado e anexado ao inquérito. Neres negou que tivessem ido ao DP para buscar as chaves do apartamento de onde Isabella foi jogada, em um prédio no Carandiru, na Zona Norte.


Cópias dos autos
Ricardo Martins e Rogério Neres chegaram por volta das 15h desta segunda-feira ao 9º Distrito Policial, do Carandiru, para retirar as cópias dos autos do inquérito sobre o assassinato da menina Isabella Nardoni.

Eles afirmaram que não tiveram contato com as peças incluídas no inquérito nos últimos dias e que não falaram com o casal depois da reconstituição do crime. Por isso, eles não sabem dizer se o casal teria assistido à reconstituição pela televisão. Eles disseram que acompanharam parte da reconstituição através da imprensa. Sobre a retirada das chaves do apartamento, que devem ser devolvidas à família já que foram concluídos os trabalhos da perícia, os advogados disseram não ter conhecimento sobre a data da entrega. “Não temos informações sobre a retirada das chaves ainda.”
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PEJAER

O mais novo projeto da prefeitura de Coari, que visa educar através do rádio tem uma dinâmica nova e um grande objetivo, educar o cidadão, não importando a distância que se encontre da sede do município:

"O PEJAER surge como nova alternativa para reducação do analfabetísmo no município de Coari, garantindo aos alunos das comunidades mais distantes da Zona Rural o acesso à educação", afirma Elaine Vasquez, Secretária de Educação.
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FAB recolhe caixa-preta de avião que derrapou no AM



FAB recolhe caixa-preta de avião que derrapou no AM Aeronave levava 14 pessoas e seguia de Manaus para Carauari. Segundo empresa, após verificar pane, piloto pousou em Coari.

Uma equipe de peritos da Força Aérea Brasileira (FAB) localizou, nesta terça-feira (22), a caixa-preta do avião que derrapou ao fazer um pouso de emergência em Coari (AM). O acidente aconteceu nesta segunda-feira (21).

A aeronave fretada pelo Governo estadual levava 14 pessoas. Os passageiros não tiveram ferimentos graves. Um deles foi internado e ficou em observação.

A assessoria da Aeronáutica informou que uma equipe de peritos esteve em Coari para começar a investigar as causas do acidente. O levantamento fotográfico foi feito e a caixa-preta recolhida e enviada à Manaus. Os pilotos devem ser ouvidos nesta quarta-feira (23).

Segundo a empresa aérea, o avião teve uma pane em um dos motores ainda no ar. Ao verificar o problema, o piloto decidiu fazer um pouso de emergência. Mas, no momento da aterrissagem, ele tentou frear e não conseguiu. O avião derrapou e caiu em um buraco ao lado da pista.

A Aeronáutica tem um prazo de 60 dias para a investigação, podendo ser prorrogado por tempo indeterminado.


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PRODUÇÃO AGRÍCOLA EM COARI

Produtores de Coari produzem cacau orgânico
24 de abril de 2008.


MANAUS - Os produtores de cacau de Coari, a 363 km de Manaus, já começaram a colheita deste ano. O produto é considerado orgânico, não leva nenhum tipo de química ou veneno contra pragas que tem aumentado o interesse de compradores.

Os produtores estão animados com a colheita deste ano, pois registraram um aumento médio de 20% em relação ao ano passado. A expectativa é colher mais de 150 toneladas de cacau em 2008. De Coari, o produto segue até o estado do Pará, e de lá o destino é o sul do país e o exterior.

A técnica natural pode render o certificado de produto orgânico ao cacau produzido na região. Uma empresa certificadora deve iniciar as análises ainda em 2008.

Para diminuir os custos de produção e lucrar ainda mais com o cacau produzido na Amazônia, os produtores querem se organizar em cooperativas.

Sensível a pragas

O cacaueiro é típico de regiões com clima quente e úmido. É uma árvore sensível a pragas e fungos e geralmente cresce sob a sombra de outras árvores. Em Coari, os cacoais estão nas margens dos rios, principalmente nas áreas de várzea.



Fonte: BDA - RC
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DENGUE

Hoje pela manhã, a Secretária de Saúde Joelma Aguiar concedeu entrevista à Rádio CBN (em Manaus) pelo telefone. De Coari, Joelma informou que medidas a prefeitura de Coari está tomando para evitar a proliferação da doença. Uma série de treinamentos iniciaram nesta semana, envolvendo agentes jovens e garis que vão entrar em atividades de conscientização e limpeza de quintais. A participação popular está sendo incentivada em todos os meios de comunicação, os moradores devem limpar os quintais e colocar os resíduos em frente de suas casas que os trabalhadores da limpeza pública passarão recolhendo. Além disso, no dia 30 de Abril será realizado o dia "D", onde um verdadeiro "pente fino" será realizado na cidade. A entrevista foi medida pela Secretaria de Comunicação.
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‘Apagões’ deixam Coari às escuras

Segundo a Manaus Energia, a rede de distribuição está sobrecarregada e deve ser ampliada até julho. População reclama de prejuízos.

‘Apagões’ que duram mais de três horas, sucessivas quedas de tensão e interrupções inesperadas. Assim está operando o sistema de energia elétrica de Coari (a 363 quilômetros de Manaus). Segundo dados da Manaus Energia (ME), que atua no lugar da extinta Companhia Energética do Amazonas (Ceam), o município consome, por dia, mais de 10 mil megawatts de energia. Em 2002, eram 5,3 megawatts.

O auxiliar de diretoria da ME, Edivaldo Moura, afirmou que a ME tem capacidade para produzir 13,6 megawatts, mas o problema está na rede de distribuição. O sistema, que foi ampliado em 2001 e com previsão de ser melhorado só em 2010, está sobrecarregado.

Por causa dos apagões e dos picos, moradores reclamam dos aparelhos eletroeletrônicos queimados, lojistas amargam prejuízos com equipamentos e órgãos públicos são obrigados a suspender as atividades. Nas escolas de educação infantil, por exemplo, as crianças são mandadas de volta para casa, devido ao calor.

A secretária municipal de Educação, Elaine de Lima Vasques, afirmou que nas escolas municipais e estaduais, no turno noturno, as aulas foram suspensas várias vezes por causa da falta energia. Já durante o dia e à tarde, o problema está nas escolas de educação infantil. “O desconforto é grande. As crianças ficam agoniadas e perdem a concentração por causa do calor. A Prefeitura não é avisada com antecedência para que nós nos preparemos contra os apagões”, afirmou.

O presidente da Associação Comercial de Coari, Raimundo Fernandes, disse que pagou R$ 800 para recuperar o motor de um expositor de frios da loja dele, no Centro da cidade. “Quando a energia volta, vem sobrecarregada e os motores não agüentam”, explicou. De acordo com ele, empresários afirmaram ter perdido equipamentos e mercadorias, nos últimos meses, por causa da falta de energia e dos picos.

“Tive um prejuízo de R$ 500 só com peças de computador. E durante os apagões, perco, em média, R$ 80 por dia”, disse Elizeu Amaral Silva, 21, proprietário de uma lan house também no Centro de Coari. Segundo ele, a energia é interrompida pelo menos três vezes por semana. Nesses casos, o bairro fica sem luz por mais de duas horas.

Além dos apagões, afirmou Elizeu, os picos de energia fazem os computadores queimarem. “Perdi três computadores ao mesmo tempo”, acrescentou. Nas ruas de Coari, vários semáforos ficam inoperantes por causa dos apagões.

Emergência
Edivaldo Moura afirmou que além da interrupção geral de energia em todo o município, ocorrida no dia 19, por causa da instalação de dois novos geradores, estão programadas mais três interrupções, agendadas para a próxima semana, para ser feito um trabalho de emergência nas áreas mais afetadas pelos apagões, como o Centro, os bairros Liberdade e Espírito Santo.

Segundo ele, equipes da ME de Coari vão instalar quatro novos transformadores e instalar cabos de maior capacidade em quatro setores, cada um responsável por fornecer energia elétrica para 150 famílias. Com este trabalho, disse Edivaldo, a distribuição de energia vai melhorar em mais oito setores.

“Coari cresceu 15% em três anos. O sistema de energia elétrica, que suportaria a demanda, com folga, até 2010, precisa ser trocado imediatamente”, afirmou.

Licitação
De acordo com Edivaldo, a ME está licitando a recuperação de outros 40 setores de distribuição, com a troca de transformadores e cabos, totalizando 52 setores recuperados. Em Coari, são 86 setores. “Com os dois novos geradores, temos geração de energia com folga, mas a rede de distribuição precisa ser trocada”, afirmou.

Ele disse que estão orçados R$ 10 milhões do governo Federal para a energia elétrica em Coari, sendo que R$ 2 milhões serão destinados à ampliação da rede de distribuição, e R$ 8 milhões para instalar mais 270 quilômetros de cabos para levar energia elétrica à zona rural do município.
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PROFESSORES RECEBERÃO CAPACITAÇÃO

No dia 25 (sexta-feira), a Secretaria Municipal de Educação vai lançar o projeto ‘Pró-Letramento’, voltado para os cerca de 500 professores do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª séries, que dão aulas de Português e Matemática nas escolas públicas.

O projeto, de acordo com Elaine, tem parceria com o Ministério da Educação (MEC) e visa melhorar a qualificação dos mestres para que Coari cresça em colocação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), exame nacional que avalia o nível de conhecimento dos estudantes do Ensino Fundamental. O lançamento do ‘Pró-Letramento’ vai ser realizado também no auditório Silvério Nery.
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FESTIVAL DE TEATRO



O município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) está se preparando para o 1º Festival de Teatro, que começa no dia 16 de maio, no auditório Silvério Nery.

Segundo o assessor de Cultura e Eventos de Coari, Alfredo Vieira, mais de 30 grupos já se inscreveram, nas cinco categorias: Ensino Fundamental de 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª séries, Ensino Médio, Universitária (incluindo as escolas técnicas) e Mista (integrando grupos independentes e religiosos).

As finais estão previstas para o fim do mês de junho. Os grupos vencedores em cada categoria vão receber o prêmio de R$ 5 mil. Também vão ser eleitos o melhor ator, a melhor atriz, o melhor roteiro e a melhor trilha sonora.

Alfredo afirmou que a Secretaria Municipal de Cultura vai reunir os atores e atrizes vencedores para formarem o núcleo teatral de Coari, que vão atuar em parceria com o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

“Quando realizamos o 1º Festival de Música Gospel, nós revelamos cerca de 30 talentos musicais. Acreditamos que em Coari moram pessoas com potencial para a arte cênica. Queremos valorizar esses talentos”, afirmou. De acordo com Alfredo, os jurados já foram selecionados. Serão três durante as seletivas e cinco nas finais. Os temais preferidos entre os concorrentes são o aquecimento global, as drogas, a história de Coari, do gás natural e do petróleo e o valor da família.

Após o festival, disse o assessor, o auditório Silvério Nery vai ser um ‘Cine Teatro’, adaptado para a exibição de filmes e de peças teatrais.
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Jatobá foi indiciada e pode haver acareação, diz Galeano


A madrasta de Isabella Nardoni, Anna carolina Jatobá, já foi indiciada pela morte da menina, no último dia 29 de março, informou o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galeano. Ela e o pai da vítima, Alexandre Alves Nardoni, foram indiciados por homicídio. O diretor do Decap afirmou ainda que a polícia precisará "com certeza" de uma acareação entre o casal.

O diretor disse que não poderia dar detalhes sobre o indiciamento do casal, que presta hoje depoimento no 9º Distrito policial (DP), na zona norte da capital paulista, porque o caso está sobre sigilo. Aos delegados, informou Galeano, Alexandre Nardoni não se recusou a responder nenhuma pergunta e reafirmou seu primeiro depoimento, no dia 30 de março. Na ocasião, ele afirmou que subiu primeiro com Isabella ao apartamento e a deixou em sua cama. Depois, ele desceu para ajudar a esposa com os dois outros filhos. "A polícia vai trabalhar, a partir de agora, nos pontos divergentes", disse o diretor do Decap.

Galeano informou ainda que não poderia dizer se houve uma confissão do pai da menina em seu depoimento de hoje, em razão do segredo de Justiça. O diretor disse que haverá uma entrevista coletiva, na semana que vem, para detalhar o caso.

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Madrasta será ouvida na condição de interrogada

A madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, será ouvida pela polícia nesta noite já na condição de interrogada e não mais depoente. Ela será indiciada junto com o marido, Alexandre, antes mesmo de ser ouvida, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública. Alexandre Nardoni prestou depoimento nesta tarde. Não houve intervalo para o almoço e ele não quis se alimentar. Já Anna Carolina tomou um lanche.Da Agência O Globo
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Pai de Isabella agora responde a interrogatório

[ 18 de abril de 2008 - 18h37 ]

São Paulo - Com o indiciamento por homicídio, Alexandre Nardoni, pai de Isabella, passou a responder a um interrogatório e não mais a prestar depoimento, como suspeito pela morte da filha, Isabella, dia 29 de março. A explicação foi dada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Anna Carolina Jatobá, que será notificada do indiciamento assim que entrar na sala para falar com a polícia, não vai mais falar na condição de depoente, mas já responderá juridicamente a um interrogatório.
Segundo o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galeano, o indiciamento foi feito com base no artigo 121 do Código Penal, homicídio. Contudo, ele não tipificou o crime, se seria doloso ou culposo. Galeano também informou que o trabalho da polícia será concluído em sigilo e que a investigação está próxima do fim. (Carolina Freitas)
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CASO ISABELLA: Alexandre Nardoni é indiciado pela morte da filha Isabella

Publicada em 18/04/2008 às 18h19m

SÃO PAULO - Alexandre Nardoni, 29, pai de Isabella de Oliveira Nardoni, 5, foi indiciado pela morte da filha, informou o delegado Aldo Galeano, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da capital. A madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, também será indiciada após prestar depoimento no 9º Distrito Policial. Eles foram indiciados pelo artigo 121, homicídio, e passam a ser acusados pela morte de Isabella de Oliveira Nardoni, 5, jogada pela janela do apartamento do pai no último dia 29.

- Os dois serão indiciados pelo artigo 121 após o interrogatório. As autoridades vão discutir e analisar as qualificadoras - disse o delegado, acrescentando que não serão dados detalhes sobre os depoimentos agora.

O delegado informou que, por enquanto, a prisão preventiva está descartada nesta sexta-feira. O depoimento de Alexandre começou por volta de 11h30m, com uma hora de atraso, e durou mais de seis horas. Anna Carolina agora está sendo ouvida. A polícia afirma que ele respondeu às perguntas sobre a morte da filha. O casal volta a negar o crime e reafirmar o que já disse à polícia no primeiro depoimento. Ambos disseram que uma terceira pessoa invadiu o apartamento e jogou a menina.

Nesta sexta, Isabella completaria 6 anos. Uma multidão faz vigília do lado de fora da delegacia. Por várias vezes, as pessoas cantam 'Parabéns a você'. Na frente da casa do pai de Alexandre, onde o casal está hospedado desde que saiu da cadeia, após cumprir oito dias de prisão temporária, um grupo de pessoas se reuniu para cantar Parabéns diante da residência à meia-noite. Dois pichadores foram detidos ao inscrever 'Justiça' num muro na rua. Eles foram levados pela polícia, mas outros jovens terminaram de escrever a frase.

A mãe da menina, Ana Carolina de Oliveira, foi nesta manhã visitar o túmulo da filha. À tarde, cerca de 30 pessoas,

entre parentes e amigos, também estiveram no cemitério Parque dos Príncipes,

em Guarulhos, para rezar por Isabella.

(Veja fotos do caso)

Tumulto na saída para a delegacia

A saída de Alexandre e Anna Carolina foi tumultuada por conta da grande aglomeração de curiosos e jornalistas na porta da casa. Por duas vezes um carro da família tentou deixar a garagem e não conseguiu. Os advogados pediram apoio da polícia e o casal teve de sair caminhando para entrar num carro do Grupo de Operações Especiais (GOE). Na saída, pessoas jogaram pedras e pedaços de objetos em direção aos dois, que tiveram de ser protegidos por escudos.

Anna Carolina Jatobá chorou; Alexandre saiu de cabeça baixa. O trajeto foi percorrido com escolta, sem paradas em semáforos.

À tarde, a polícia interditou a rua onde moram os pais de Alxandre Nardoni. A casa da família também foi isolada.

Os depoimentos do pai e da madrasta são tomados separadamente. Cada um ficará acompanhado por pelo menos um advogado.O pai de Alexandre, Antonio Nardoni, acompanhou parte do depoimento, mas deixou a delegacia no início da tarde. Na saída, ouviu gritos de 'assassino'. As perguntas são feitas pelo delegado Calixto Calil Filho e pela delegada assistente Renata Pontes, que conduziram o inquérito. Os dois são os únicos suspeitos pela morte de Isabella.

Laudos estão prontos

Três laudos sobre as causas e circunstâncias da morte de Isabella foram concluídos na madrugada. O maior e mais completo deles, o de crime contra a pessoa, tem mais de 100 páginas. São mais de 60 fotos e detalhes do que aconteceu no dia do crime. Foram finalizados também o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), e um outro documento, feito pelo Núcleo de Identificação do Instituto de Criminalística (IC), que analisou a fita do prédio em frente do Edifício London, onde Isabella morreu.

O advogado Ricardo Martins, que representa o casal, citou Jesus Cristo ao chegar à casa do pai de Alexandre Nardoni na manhã desta quinta:'Não julgueis para não serdes julgado'.

- É humilhante, desesperador ter de contratar pessoas para ficar aqui dentro e na entrada, para que se tenha condições de dormir em paz - disse Martins, referindo-se à contratação de seguranças pela família Nardoni.

Descartada 3ª pessoa na cena do crime

Os peritos descartaram a presença de uma terceira pessoa no local do crime e chegaram à conclusão que o assassino da menina limpou o rosto dela para esconder vestígio da agressão. Foram usadas uma fralda e uma toalha de rosto, encontradas no apartamento do pai. Apesar de terem sido lavadas, foram detectadas manchas do sangue de Isabella. Ao ser encontrada após a queda do 6º andar, Isabella tinha um corte de 2 centímetros na testa que não sangrava. A menina ainda respirava quando foi encontrada no jardim do prédio.

Segundo o IML, Isabella morreu em conseqüência de politraumatismo (lesões múltiplas) sofrido durante a queda, agravado por asfixia. Ela não teve parada cardiorespiratória no percurso até o chão. Segundo os legistas, apesar de o rosto da criança ter sido limpo, é possível comprovar que o ferimento na testa era recente porque as células responsáveis por combater a entrada de bactérias estavam aglomeradas em torno da ferida. Isso significa que havia circulação sangüínea e que ela respirava.

O movimento sangüíneo também foi confirmado pelos legistas nos hematomas nas pernas da criança causados na queda. Se estivesse morta, os vasos não se romperiam.

Segundo os legistas, Isabella levou dois segundos para chegar ao chão, em uma velocidade de 72 km/h. O impacto foi amortizado por uma palmeira de 60 centímetros, a grama de 10 centímetros e a terra fofa.

Já se sabe que o sangue encontrado no apartamento, em um rastro que ia da porta até o quarto de onde a menina foi jogada, é de Isabella. Também é dela o vestígio sangüíneo achado no colchão e na camiseta e na bermuda de Alexandre.

A perícia também confirmou que a pegada no lençol de uma das camas é compatível com um chinelo de Alexandre, e que na camisa do pai havia fiapos de náilon da tela da janela em que a criança foi jogada.

A polícia requisitou ao Hospital Nipo-Brasileiro, da Zona Norte, o prontuário médico de Isabella desde janeiro de 2007, para descobrir se a menina deu entrada em alguma ocasião com lesões corporais. A medida foi adotada após a polícia ter recebido denúncias de que a menina sofria maus-tratos no apartamento do pai.

Missa reúne 18 mil

A mãe de Isabella foi nesta quinta-feira (à missa do Padre Marcelo e deixou mensagem no Orkut. Em seu depoimento à polícia, a mãe de Isabella, relatou momentos de agressividade de Alexandre Nardoni e de desequilíbrio de Anna Carolina Jatobá. Ela disse suspeitar do pai e da madrasta da menina


Veja a íntegra do depoimento

Um taxista depôs e reforçou a tese da polícia de que a menina gerava desentendimento na família.

Anna Carolina teria dito a ele que quando Isabella passava o fim de semana com eles o 'clima acabava'.

Defesa pediu mais provas

Os advogados do casal pediram à Justiça que busquem mais provas e mantêm a tese de que alguém entrou no apartamento de Nardoni, agrediu e jogou a menina pela janela.

Para a polícia, a madrasta asfixiou a menina e o pai a jogou pela janela.

Os dois teriam combinado a versão dada à polícia sobre o que aconteceu dentro do apartamento

Apenas sobre detalhes ocorridos antes da chegada ao apartamento os dois divergiram. Nenhum dos dois falou à polícia sobre terem estado cinco horas antes do crime no supermercado Sam's Club em Guarulhos, onde imagens foram gravadas e ajudaram a identificar as roupas usadas pelo casal.

A mãe de Alexandre depôs por três horas nesta quinta no 9º Distrito Policial, já que Ana Carolina disse ter ouvido dela o relato de agressão às crianças. O pai de Alexandre, Antonio Nardoni, firmou que Ana Carolina de Oliveira exagerou no depoimento à polícia e que continua a ter absoluta certeza que o filho e a nora não mataram Isabella. O pais disse que se o filho fosse culpado já teria confessado.

Comportamento agressivo

Em depoimento, a mãe de Isabella disse que a filha, em várias vezes em que voltava de visita à casa do pai, apresentava pequenas manchas roxas no corpo. A menina dizia que os ferimentos resultavam de mordidas e beliscões desferidos pelo meio-irmão Pietro.

Uma das agressões do meio-irmão contra Isabella deixou Alexandre furioso: ele teria erguido o menino a certa altura e o soltou no ar, deixando que caísse no chão. A mãe de Isabella disse que o episódio lhe foi narrado pela mãe de Alexandre.

(leia também: Mãe de Isabella volta ao trabalho e a amigos dizem que família não fala por medo)

Ana Carolina de Oliveira recordou ainda uma festa em que Alexandre se descontrolou depois de uma brincadeira de um parente dela. Ofendido, Alexandre saiu da festa e voltou transtornado, sem camisa e chamando todas as pessoas para brigar.

Pai e madrasta combinaram depoimento, diz polícia

A coincidência do primeiro depoimento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sobre o que aconteceu depois da chegada ao edifício London até a morte de Isabella levou a polícia a concluir que os dois combinaram o que diriam à polícia. Para os investigadores, o casal matou a menina. (leia os depoimentos de Anna Carolina e de Alexandre Nardoni).

Madrasta asfixiou, pai jogou pela janela, diz polícia

A polícia de São Paulo diz ter concluído: Isabella teria sido agredida e asfixiada pela madrasta, antes de ser jogada do 6º andar pelo pai. Na roupa de Nardoni foram achados fiapos da rede de proteção da tela por onde a menina foi jogada. A rede foi cortada inicialmente com uma faca, depois com uma tesoura.

Numa calça de Anna Carolina, que não chegou perto da menina no térreo do prédio, foi achada marca de sangue.

Testemunhas confirmam briga e contradições

A advogada Ana Ferrari e o marido Walter Rodrigues já estavam deitados, se preparando para dormir depois de um sábado de passeio com as filhas. O casal conta que jamais imaginou que logo ali, tão perto, uma tragédia estivesse prestes a acontecer. Além de chamar a atenção a proximidade do quarto do casal com o de Alexandre e Anna Carolina, há também o silêncio na região, totalmente residencial, que faz qualquer barulho ser percebido.

Na noite do assassinato de Isabella, o casal ouviu uma violenta discussão que vinha de outra janela, quase em frente: o quarto de Nardoni e Anna Carolina. Depois da discussão, as testemunhas disseram que ouviram gritos vindo de baixo, do térreo do residencial London.

- Nessas discussões aparecia uma pessoa, da voz feminina, principalmente. A voz masculina pouco se ouvia, praticamente nada. Mas a voz feminina que ficou muito marcada devido às palavras de baixo calão que pronunciava. Eram muitos palavrões. Não era uma briga típica de um casal, era uma briga de desespero -disse a advogada.

- O que me chamou a atenção foi depois, quando a pessoa virou e falou assim: jogaram a Isabella do sexto andar. Assim que aconteceu isso a minha primeira reação foi levantar, pular da cama e puxar a janela. Conforme eu puxei a janela eu já vi de frente para mim a moça que ficamos sabendo que era a madrasta. Ela gritava muito, falando os mesmos palavrões que nós havíamos escutados no interior do apartamento - disse a advogada.

(Clique e saiba o que mais o casal viu naquele dia)


Madrasta teve depressão pós-parto

Anna Carolina Jatobá teve depressão pós-parto após o nascimento do segundo filho, de 11 meses, e pode não ter tomado os medicamentos receitados pelo médico. Uma moradora do edifício London, que também tem um filho pequeno, afirmou que conversou com Anna Carolina e ela contou que teve um filho seguido do outro e que sofreu de depressão pós-parto. Em seu depoimento, Alexandre Nardoni afirmou que tinha uma receita médica em casa, de dois remédios prescritos para a mulher. Segundo ele, a família só comprou um dos remédios, um calmante. Ele disse ainda que a mulher não conseguia dormir à noite, por causa do choro do filho menor. Anna Carolina confirmou que comprou o remédio, mas diz que nem chegou a tomar o medicamento.

Na calça jeans de Anna Carolina foram achados vestígios de sangue, apesar de ter sido lavada. A blusa que ela usava no dia do crime também foi lavada, o que, segundo o Instituto de Criminalística, prejudica a investigação.

O que disse o pai

Segundo Alexandre Nardoni, alguém entrou em seu apartamento e jogou sua filha para baixo. Ele não havia mencionado marcas de sangue dentro do apartamento em seu depoimento inicial, como revelou o promotor e o juiz em sua argumentação para o fim do sigilo. Nardoni diz que, quando chegou ao apartamento, as três crianças dormiam - além de Isabella, ele tem mais dois filhos, de 3 anos e de 11 meses, estes filhos de Anna Carolina Jatobá. Levou primeiro Isabella no colo até o apartamento e a colocou para dormir, deixando a luz do abajur acesa. Trancou a porta e voltou ao carro para ajudar Anna Carolina a subir com as outras duas crianças. Ao retornar, viu que Isabella não estava mais na cama e que havia sido atirada pela janela.

Leia também:

Íntegra do depoimento da mãe, Ana Carolina de Oliveira


Íntegra do depoimento de Anna Carolina Jatobá


Íntegra do depoimento de Alexandre Nardoni


Advogado vai à Justiça para pedir novas provas


Isabella caiu a 72km/h e planta amorteceu queda


Achado sangue na calça jeans da madrasta


Duas pessoas participaram do crime, diz polícia


Porteiro contradiz versão do pai


Ciúme marca a relação amorosa de Alexandre e Anna Carolina


Libertado, casal passa o domingo com os filhos


Laudo deve indicar morte por asfixia


Exame toxicológico do casal dá negativo


Prisão do casal ajudará a preservar provas, diz promotor

Pai e madrasta se entregam à polícia


Pai divulga carta de defesa: "não sou um monstro"


Madrasta divulga carta e diz que amava Isabella


Justiça decreta prisão temporária do pai de Isabella e da mulher dele


Mãe de Isabella diz que Nardoni era agressivo


Vizinho teria ouvido criança gritar "Pára, pai"


Advogado reinterpreta frase e diz que menina pediu socorro ao pai


Menina pode ter sido agredida antes de jogada pela janela


Polícia investiga se Isabella foi asfixiada


Delegado descarta queda acidental


Avô defende o ex-genro


Pai diz que alguém jogou sua filha pela janela


spacer

CASO ISABELLA: Pai e madrasta devem ser indiciados

Crime

Pai e madrasta devem ser indiciados por morte de Isabella, diz polícia



Publicada em 18/04/2008 às 13h17m

GloboNews TV, O Globo Online, Diário de S.Paulo

SÃO PAULO - Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, devem ser indiciados nesta sexta-feira, após prestarem depoimento no 9º Distrito Policial. Segundo fontes da polícia, eles passam a ser acusados pela morte de Isabella de Oliveira Nardoni, 5, jogada pela janela do apartamento do pai no último dia 29. O indiciamento não significa que o casal será preso.

O depoimento de Alexandre começou por volta de 11h30m, com uma hora de atraso. Anna Carolina será ouvida em seguida. De acordo com a polícia, ele está respondendo às perguntas sobre a morte da filha. De acordo com os advogados de defesa, o casal voltará a negar o crime e reafirmar o que já disse à polícia no primeiro depoimento

Nesta sexta, Isabella completaria 6 anos. Uma multidão faz vigília do lado de fora da delegacia. Por várias vezes, as pessoas cantam 'Parabéns a você'. Na frente da casa do pai de Alexandre, onde o casal está hospedado desde que saiu da cadeia, após cumprir oito dias de prisão temporária, um grupo de pessoas se reuniu para cantar Parabéns diante da residência à meia-noite. Dois pichadores foram detidos ao inscrever 'Justiça' num muro na rua. Eles foram levados pela polícia, mas outros jovens terminaram de escrever a frase.

A mãe da menina, Ana Carolina de Oliveira, foi nesta manhã visitar o túmulo da filha.

Tumulto na saída para a delegacia

A saída de Alexandre e Anna Carolina foi tumultuada por conta da grande aglomeração de curiosos e jornalistas na porta da casa. Por duas vezes um carro da família tentou deixar a garagem e não conseguiu. Os advogados pediram apoio da polícia e o casal teve de sair caminhando para entrar num carro do Grupo de Operações Especiais (GOE). Na saída, pessoas jogaram pedras e pedaços de objetos em direção aos dois, que tiveram de ser protegidos por escudos.

Anna Carolina Jatobá chorou; Alexandre saiu de cabeça baixa. O trajeto foi percorrido com escolta, sem paradas em semáforos.

Os depoimentos do pai e da madrasta são tomados separadamente. Cada um ficará acompanhado por pelo menos um advogado. As perguntas são feitas pelo delegado Calixto Calil Filho e pela delegada assistente Renata Pontes, que conduziram o inquérito. Os dois são os únicos suspeitos pela morte de Isabella.

Laudos estão prontos

Três laudos sobre as causas e circunstâncias da morte de Isabella foram concluídos na madrugada. O maior e mais completo deles, o de crime contra a pessoa, tem mais de 100 páginas. São mais de 60 fotos e detalhes do que aconteceu no dia do crime. Foram finalizados também o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), e um outro documento, feito pelo Núcleo de Identificação do Instituto de Criminalística (IC), que analisou a fita do prédio em frente do Edifício London, onde Isabella morreu.

O advogado Ricardo Martins, que representa o casal, citou Jesus Cristo ao chegar à casa do pai de Alexandre Nardoni na manhã desta quinta:'Não julgueis para não serdes julgado'.

- É humilhante, desesperador ter de contratar pessoas para ficar aqui dentro e na entrada, para que se tenha condições de dormir em paz - disse Martins, referindo-se à contratação de seguranças pela família Nardoni.

Descartada 3ª pessoa na cena do crime

Os peritos descartaram a presença de uma terceira pessoa no local do crime e chegaram à conclusão que o assassino da menina limpou o rosto dela para esconder vestígio da agressão. Foram usadas uma fralda e uma toalha de rosto, encontradas no apartamento do pai. Apesar de terem sido lavadas, foram detectadas manchas do sangue de Isabella. Ao ser encontrada após a queda do 6º andar, Isabella tinha um corte de 2 centímetros na testa que não sangrava. A menina ainda respirava quando foi encontrada no jardim do prédio.

Segundo o IML, Isabella morreu em conseqüência de politraumatismo (lesões múltiplas) sofrido durante a queda, agravado por asfixia. Ela não teve parada cardiorespiratória no percurso até o chão. Segundo os legistas, apesar de o rosto da criança ter sido limpo, é possível comprovar que o ferimento na testa era recente porque as células responsáveis por combater a entrada de bactérias estavam aglomeradas em torno da ferida. Isso significa que havia circulação sangüínea e que ela respirava.

O movimento sangüíneo também foi confirmado pelos legistas nos hematomas nas pernas da criança causados na queda. Se estivesse morta, os vasos não se romperiam.

Segundo os legistas, Isabella levou dois segundos para chegar ao chão, em uma velocidade de 72 km/h. O impacto foi amortizado por uma palmeira de 60 centímetros, a grama de 10 centímetros e a terra fofa.

Já se sabe que o sangue encontrado no apartamento, em um rastro que ia da porta até o quarto de onde a menina foi jogada, é de Isabella. Também é dela o vestígio sangüíneo achado no colchão e na camiseta e na bermuda de Alexandre.

A perícia também confirmou que a pegada no lençol de uma das camas é compatível com um chinelo de Alexandre, e que na camisa do pai havia fiapos de náilon da tela da janela em que a criança foi jogada.

A polícia requisitou ao Hospital Nipo-Brasileiro, da Zona Norte, o prontuário médico de Isabella desde janeiro de 2007, para descobrir se a menina deu entrada em alguma ocasião com lesões corporais. A medida foi adotada após a polícia ter recebido denúncias de que a menina sofria maus-tratos no apartamento do pai.

Missa reúne 18 mil

A mãe de Isabella foi nesta quinta-feira (

à missa do Padre Marcelo

e deixou

mensagem no Orkut

). Em seu depoimento à polícia, a mãe de Isabella, relatou momentos de agressividade de Alexandre Nardoni e de desequilíbrio de Anna Carolina Jatobá. Ela disse

suspeitar do pai e da madrasta da menina

. (

Veja a íntegra do depoimento

)

Um taxista depôs e reforçou a tese da polícia de que a menina gerava desentendimento na família.

Anna Carolina teria dito a ele que quando Isabella passava o fim de semana com eles o 'clima acabava'.

Defesa pediu mais provas

Os

advogados do casal pediram à Justiça que busquem mais provas e mantêm a tese de que alguém entrou no apartamento

de Nardoni, agrediu e jogou a menina pela janela.

Para a polícia,

a madrasta asfixiou a menina e o pai a jogou pela janela.

Os dois

teriam combinado a versão dada à polícia sobre o que aconteceu dentro do apartamento

. Apenas sobre detalhes ocorridos antes da chegada ao apartamento os dois divergiram. Nenhum dos dois falou à polícia sobre terem estado cinco horas antes do crime no supermercado Sam's Club em Guarulhos, onde imagens foram gravadas e ajudaram a identificar as roupas usadas pelo casal.

A mãe de Alexandre

depôs por três horas nesta quinta no 9º Distrito Policial,

já que Ana Carolina disse ter ouvido dela o relato de agressão às crianças. O pai de Alexandre, Antonio Nardoni, afirmou

que Ana Carolina de Oliveira exagerou no depoimento à polícia

e que continua a ter absoluta certeza que o filho e a nora não mataram Isabella. O pais disse que se o filho fosse culpado já teria confessado.

Comportamento agressivo

Em depoimento, a mãe de Isabella disse que a filha, em várias vezes em que voltava de visita à casa do pai, apresentava pequenas manchas roxas no corpo. A menina dizia que os ferimentos resultavam de mordidas e beliscões desferidos pelo meio-irmão Pietro.

Uma das agressões do meio-irmão contra Isabella deixou Alexandre furioso: ele teria erguido o menino a certa altura e o soltou no ar, deixando que caísse no chão. A mãe de Isabella disse que o episódio lhe foi narrado pela mãe de Alexandre.

(leia também: Mãe de Isabella volta ao trabalho e a amigos dizem que família não fala por medo)

Ana Carolina de Oliveira recordou ainda uma festa em que Alexandre se descontrolou depois de uma brincadeira de um parente dela. Ofendido, Alexandre saiu da festa e voltou transtornado, sem camisa e chamando todas as pessoas para brigar.

Pai e madrasta combinaram depoimento, diz polícia

A coincidência do primeiro depoimento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sobre o que aconteceu depois da chegada ao edifício London até a morte de Isabella levou a polícia a concluir que

os dois combinaram o que diriam à polícia

. Para os investigadores, o casal matou a menina. (leia os depoimentos de

Anna Carolina

e de

Alexandre Nardoni

).

Madrasta asfixiou, pai jogou pela janela, diz polícia

A polícia de São Paulo diz ter concluído: Isabella

teria sido agredida e asfixiada pela madrasta, antes de ser jogada do 6º andar pelo pai.

Na

roupa de Nardoni foram achados fiapos da rede de proteção da tela

por onde a menina foi jogada. A rede foi cortada inicialmente com uma faca, depois com uma tesoura.

Numa calça de

Anna Carolina, que não chegou perto da menina no térreo do prédio, foi achada marca de sangue

.

Testemunhas confirmam briga e contradições

A advogada Ana Ferrari e o marido Walter Rodrigues já estavam deitados, se preparando para dormir depois de um sábado de passeio com as filhas. O casal conta que jamais imaginou que logo ali, tão perto, uma tragédia estivesse prestes a acontecer. Além de chamar a atenção a proximidade do quarto do casal com o de Alexandre e Anna Carolina, há também o silêncio na região, totalmente residencial, que faz qualquer barulho ser percebido.

Na noite do assassinato de Isabella, o casal ouviu uma violenta discussão que vinha de outra janela, quase em frente: o quarto de Nardoni e Anna Carolina. Depois da discussão, as testemunhas disseram que ouviram gritos vindo de baixo, do térreo do residencial London.

- Nessas discussões aparecia uma pessoa, da voz feminina, principalmente. A voz masculina pouco se ouvia, praticamente nada. Mas a voz feminina que ficou muito marcada devido às palavras de baixo calão que pronunciava. Eram muitos palavrões. Não era uma briga típica de um casal, era uma briga de desespero -disse a advogada.

- O que me chamou a atenção foi depois, quando a pessoa virou e falou assim: jogaram a Isabella do sexto andar. Assim que aconteceu isso a minha primeira reação foi levantar, pular da cama e puxar a janela. Conforme eu puxei a janela eu já vi de frente para mim a moça que ficamos sabendo que era a madrasta. Ela gritava muito, falando os mesmos palavrões que nós havíamos escutados no interior do apartamento - disse a advogada.

(Clique e saiba o que mais o casal viu naquele dia)

Madrasta teve depressão pós-parto

Anna Carolina Jatobá teve depressão pós-parto após o nascimento do segundo filho, de 11 meses, e pode não ter tomado os medicamentos receitados pelo médico. Uma moradora do edifício London, que também tem um filho pequeno, afirmou que conversou com Anna Carolina e ela contou que teve um filho seguido do outro e que

sofreu de depressão pós-parto. E

m seu depoimento, Alexandre Nardoni afirmou que tinha uma receita médica em casa, de dois remédios prescritos para a mulher. Segundo ele, a família só comprou um dos remédios, um calmante. Ele disse ainda que a mulher não conseguia dormir à noite, por causa do choro do filho menor. Anna Carolina confirmou que comprou o remédio, mas diz que nem chegou a tomar o medicamento.

Na

calça jeans de Anna Carolina foram achados vestígios de sangue

, apesar de ter sido lavada. A

blusa que ela usava no dia do crime também foi lavada, o que, segundo o Instituto de Criminalística, prejudica a investigação

.

O que disse o pai

Segundo Alexandre Nardoni, alguém entrou em seu apartamento e jogou sua filha para baixo. Ele não havia mencionado marcas de sangue dentro do apartamento em seu depoimento inicial, como revelou o promotor e o juiz em sua argumentação para o fim do sigilo. Nardoni diz que, quando chegou ao apartamento, as três crianças dormiam - além de Isabella, ele tem mais dois filhos, de 3 anos e de 11 meses, estes filhos de Anna Carolina Jatobá. Levou primeiro Isabella no colo até o apartamento e a colocou para dormir, deixando a luz do abajur acesa. Trancou a porta e voltou ao carro para ajudar Anna Carolina a subir com as outras duas crianças. Ao retornar, viu que Isabella não estava mais na cama e que havia sido atirada pela janela.

Leia também:

Íntegra do depoimento da mãe, Ana Carolina de Oliveira

Íntegra do depoimento de Anna Carolina Jatobá

Íntegra do depoimento de Alexandre Nardoni

Advogado vai à Justiça para pedir novas provas

Isabella caiu a 72km/h e planta amorteceu queda

Achado sangue na calça jeans da madrasta

Duas pessoas participaram do crime, diz polícia

Porteiro contradiz versão do pai

Ciúme marca a relação amorosa de Alexandre e Anna Carolina

Libertado, casal passa o domingo com os filhos

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Pai e madrasta se entregam à polícia

Pai divulga carta de defesa: "não sou um monstro"

Madrasta divulga carta e diz que amava Isabella

Justiça decreta prisão temporária do pai de Isabella e da mulher dele

Mãe de Isabella diz que Nardoni era agressivo

Vizinho teria ouvido criança gritar "Pára, pai"

Advogado reinterpreta frase e diz que menina pediu socorro ao pai

Menina pode ter sido agredida antes de jogada pela janela

Polícia investiga se Isabella foi asfixiada

Delegado descarta queda acidental

Avô defende o ex-genro

Pai diz que alguém jogou sua filha pela janela

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GLOBO EM COARI

Uma equipe da Rede Globo está em Coari, registrando a grande potencialidade do cacau coariense, um cacau orgânico de alta aceitação. Coari hoje é o segundo maior produtor de cacau do Amazonas. A expectativa é que este ano a produção chegue a 150 toneladas.
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Drama se repete

A chuva que atingiu Manaus ontem não causou somente inundações, perdas de móveis e desolação. O temporal também gerou revolta entre cidadãos cansados dos novos capítulos de um antigo drama. Após contabilizar os prejuízos, eles foram às ruas protestar contra a falta de obras de infra-estrutura e saneamento básico que, mais uma vez, fez com que o mês de abril ficasse marcado por uma série de trágédias.

A chuva que causou protestos começou por volta das 23h30. Concentrou-se nas zonas Centro-Sul e Centro-Oeste e durou, aproximadamente, oito horas. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a chuva alcançou a marca de 64,2 mm. A estação de monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), registrou precipitação de 40 mm, prova de que a chuva não atingiu a cidade da mesma forma.
Os protestos se espalharam pelas avenidas Pedro Teixeira, Loris Cordovil, Desembargador João Machado (Estrada dos Franceses), Darcy Vargas e Coronel Teixeira (Estrada da Ponta Negra). Sofás, camas, colchões e eletrodomésticos foram transformados em uma enorme barricada que bloqueou o tráfego de veículos pela avenida Pedro Teixeira.
O protesto foi realizado em frente à sede da Delegacia Geral, num tom de provocação velada. Lá, os moradores do beco Pedro Teixeira se indignaram com as perdas causadas pela chuva e cobraram o Governo do Estado pelo atraso na retirada das famílias daquela área pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). “Eles tiraram o pessoal do Igarapé da Sapolândia, mas não tiraram a gente. Nós também somos gente”, gritava a doméstica Mirtes Uchôa, 53.
Os moradores do conjunto Jardim do Éden adotaram tática semelhante, mas foram além. Atearam fogo a um amontoado de móveis estragados e pneus velhos interditando parte do tráfego da avenida Desembargador João Machado, no bairro Planalto. O Igarapé dos Franceses transbordou, alagando casas recém-construídas.
União em protesto
Na triste “tradição” das inundações de Manaus, o bairro da União é cenário quase obrigatório. Homens e mulheres que ainda não tinham conseguido se recuperar dos prejuízos causados pela grande enchente do ano passado se depararam com a subida das águas outra vez.
Na rua Barreirinha, a indignação se manifestou em forma de barricada na ponte sobre o Igarapé do Bindá. Durante todo o dia, nenhum carro passava por ali. O técnico de refrigeração Genival Oliveira Silva, 42, teve um prejuízo de quase R$ 13 mil com os 15 motores de geladeira que a alagação danificou. “Eu tinha que entregar esse material nesta semana e não sei o que vou fazer. Já avisei o meu chefe, mas não sei se ele vai querer pagar”, conta.
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CASO ISABELLA

18/4/2008 12:39:46

Pai e madrasta de Isabella prestam depoimentos e podem ser indiciados
Por Redação, com agências de notícias - de São Paulo
Um grande número de pessoas e jornalistas causou confusão, nesta sexta-feira, na saída da casa do pai de Alexandre Nardoni, quando ele e a mulher, Anna Carolina Jatobá deixaram a residência para ir até a delegacia prestar depoimento sobre a morte da menina Isabella Nardoni.
- É humilhante, desesperador ter de contratar pessoas para ficar aqui dentro e na entrada, para que se tenha condições de dormir em paz - disse um dos advogados do casal Ricardo Martins, referindo-se à contratação de seguranças pela família Nardoni.
Pedras foram atiradas contra o casal e a PM teve que pedir reforços para chegar até 9º Distrito Policial, no Carandiru, zona norte de São Paulo.
Os dois são os únicos suspeitos da morte da menina que completaria seis anos nesta sexta-feira. Nesta quinta-feira a mãe de Isabella participou de uma missa do Padre Marcelo Rossi, em comemoração ao aniversário da filha. Ela ficou o tempo inteiro com a família e não prestou depoimentos aos jornalistas.
Laudos
Na manha desta sexta-feira seis laudos sobre a morte de Isabella foram concluídos e entregues à polícia. O maior deles tem 100 páginas. As últimas conclusões não mencionam a presença de uma terceira pessoas na cena do crime e revelam que Isabella tinha um corte na cabeça limpo com uma fralda e uma tolha de rosto encontradas no apartamento de Alexandre.
Os advogados de defesa ainda exigem mais provas e mantêm a tese de que alguém entrou no apartamento de Nardoni, agrediu e jogou a menina pela janela.
Os delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes, titular e assistente, decidiram que Alexandre Nardoni seria o primeiro a depor. Ele e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, estavam sendo ouvidos em salas separadas. Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, os delegados não dispensam a possibilidade de acareações.
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ROBERTO CABRINI: VÍTIMA OU ENVOLVIDO?




Preso no Jardim Angela

Advogados pedirão liberdade de Roberto Cabrini




Publicada em 17/04/2008 às 10h23m

Diário de S.Paulo, O Globo Online

SÃO PAULO - Advogados contratados pela TV Record entraram nesta quarta-feira com um pedido de relaxamento da prisão em flagrante ou a concessão da liberdade provisória para o jornalista Roberto Cabrini. Ele foi preso na noite de terça-feira, no Jardim Angela, com 10 papelotes de cocaína. O jornalista foi transferido ontem do 100 Distrito Policial, no Jardim Ângela, para o 13 Distrito Policial, na Casa Verde, destinado a presos com curso superior, onde permanece preso. Ele

afirmou, em nota, que está sendo vítima de uma 'armação'.

- Ele não é usuário e não é traficante. Ele é jornalista. O que faria um jornalista bem pago ir até a favela, um dos lugares mais distantes de São Paulo, para comprar drogas? - afirmou o advogado Renato Marques Martins, que foi contratado para defender o jornalista e o visitou nesta quarta.

O salário do repórter da Record é de R$ 105 mil por mês, segundo ele mesmo relatou ao delegado em seu depoimento.

A Record divulgou nota em que diz ter conhecimento do trabalho que vinha sendo realizado por Cabrini.

"A área de jornalismo da Record tinha o registro interno que o repórter estava desenvolvendo uma reportagem de caráter investigativo. Roberto Cabrini é reconhecido pela cobertura de reportagens especiais e por sua trajetória profissional nas principais TVs brasileiras. A Record acredita na polícia e na Justiça do Estado de São Paulo e espera a correta elucidação dos fatos."

Em seu depoimento, Cabrini disse que foi se encontrar com Nadir Domingos Dias da Silva, conhecida como Nádia, que era sua fonte e lhe entregaria gravações nas quais apareceria um depoimento de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe da facção criminosa que comandou ataques terroristas a São Paulo.

A fita, segundo ele, demonstraria autenticidade da entrevista que fez em maio de 2006. Naquele ano, durante os ataques, o jornalista colocou no ar um áudio que seria entrevista com Marcola, que estava preso na penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes. A Secretaria de Administração Penitenciária afirmou que não se tratava de Marcola e a entrevista foi desmentida. Cabrini não havia se pronunciado sobre o assunto desde então.


"Jamais parei de investigar e, apesar das inúmeras pressões, sempre tive certeza da autenticidade da entrevista que efetuei em maio de 2006 com o líder da facção, Marcos Camacho."


Ao chegar para pegar as fitas, ele teria sido abordado por policiais, que teriam achado a droga no carro. Cabrini diz que o policial achou a droga em menos de 3 segundos. O jornalista diz ainda que o delegado disse que tinha prova que ele era usuário de droga e queria que ele assumisse no depoimento que era amante de Nadir. Como ele não o fez, teria sido preso por tráfico de drogas.


O jornalista diz que existe uma fita na qual ele aparece usando droga e que ele foi obrigado a consumir cocaína sob ameaça de armas. A cena teria sido gravada por Nadir para garantir que Cabrini não a denunciasse.



A comerciante Nadir Domingos Dias, de 50 anos (conhecida como Nádia pelos amigos), disse à polícia que apenas ela estava no carro de Cabrini com o jornalista quando ele foi preso e que ele não estava fazendo qualquer reportagem. "Somos namorados há três anos", afirmou. Cabrini negou a relação.

Nadir diz que queria terminar o namoro e o jornalista a chantageava com um documento que a associaria à facção criminosa que realizou ataques a São Paulo. Ela afirmou ainda que o jornalista usava droga.

O encontro, segundo ela, teria sido marcado para que ele lhe devolvesse o documento comprometedor. Em troca, ela daria ao jornalista um pen-drive (dispositivo de armazenamento de dados digitais) com as imagens dele usando drogas, para que a "chantagem mútua" - conforme ela definiu - acabasse. O pen-drive foi apreendido pela polícia.

A comerciante disse que conheceu Cabrini pouco antes da primeira onda de ataques da facção criminosa, há quase dois anos. Por ser mulher de um ex-policial que se tornou ladrão de bancos, o jornalista a teria procurado. O marido dela estava preso e Cabrini estaria à busca de informantes dentro do sistema carcerário.

Já o jornalista contou que conheceu Nádia apenas depois do ataque do crime organizado. "(...)Havia uma senhora que tinha entrado em contato com a redação oferecendo-se para possibilitar que o lado dos presos fosse ouvido", disse Cabrini em depoimento à polícia.

A comerciante admitiu que já foi absolvida de um caso de homicídio, em que teria tomado a arma de uma ladrão e atirado em sua cabeça. Nádia contou que, no dia da prisão de Cabrini, estava com ele desde as 14h.







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Caso Isabella: Não havia uma terceira pessoa no apartamento

Segundo o telejornal "SPTV", perícia conclui que só o pai e a madrasta da garota estavam em casa

17/04/2008, 14:20 (atualizado em 17/04/2008 14:28)
Próxima do fim das investigações, a perícia concluiu que não havia uma terceira pessoa no apartamento no momento do crime e que Isabella Nardoni morreu antes da queda, por asfixia. As informações são do telejornal "SPTV".

Os laudos devem revelar ainda que a marca na cama era do chinelo de Alexandre Nardoni, o pai da garota.

A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, disse, em depoimento prestado no dia 2 de abril, acreditar que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam culpados pela morte da garota.

De acordo com o jornal "Folha de S.Paulo", a mãe de Isabella relatou cenas de violência de Alexandre com os filhos. Entre os casos, uma ameaça de morte à ex-sogra, que foi registrada em uma delegacia da zona norte da capital paulista.

Um dos advogados do casal, Marco Polo Levorin, disse que não considera o depoimento de Ana Carolina Oliveira uma "acusação formal". Segundo ele, todas as pessoas que estavam no prédio podem estar envolvidas na morte da menina.
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IMPRESSÕES DA VISITA DO MINISTRO PATRUS ANANIAS

A visita do Ministro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, me fez ponderar sobre o quanto podemos ir longe. Sim, longe no sentido de avançar, de atingir dimensões jamais alcançadas antes, de se permitir que metas sejam atingidas ainda que pareçam bem distantes. Percebi, lá na comunidade Vila Lira, observando a movimentação de tanta gente, enquanto aquele senhor branco e transpirando por conseqüência do calor amazônico, observava entusiasmado o novo barco cidadão. 

O ministro havia se destacado, única e exclusivamente para ver uma iniciativa ousada, do povo ribeirinho, do povo coariense. Para nós, barco, embarcações, canoas e afins é tão natural como abrir e fechar os olhos, mas para o povo que vive no planalto central é algo novo, inovador. E percebi este entusiasmo nos olhos do ministro, entre uma e outra gota de suor. Mas o inovador não é o barco, nem o deslocamento do ministro: o inovador é o fato de cidadãos que moram nas regiões mais distantes, receberem atenção social. Cerca de 40% da população coariense vive na Zona Rural, morando nas comunidades ribeirinhas, em regiões muito distantes, em lugares tão singulares que o atendimento a este povo tem que ser diferenciado.

Um meio simples, porém inovador de atender o cidadão. A iniciativa coube ao governo municipal que encerra um ciclo de dois mandatos, alcançando feitos como premiação em várias áreas de gestão pública. Fatos que citarei em outros textos....
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DENGUE

EM VIRTUDE DOS CASOS DE DENGUE EM MANAUS, COARI PREPARA MULTIRÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO. Quem coordena a ação é a Secretaria de Saúde, que pretende realizar uma ação que alcance todas as casas de Coari, mostrando como a população pode colaborar para manter a dengue longe de Coari. O mosquito transmissor da doença utiliza água limpa e parada para procriar, por isso é necessário que todos fiquem atentos a tanques e reservatórios de água descobertos, garrafas PETI e outros recipientes que possam servir para acúmulo de água.
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REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

SETOR DE TERRAS DA PREFEITURA ESTÁ REALIZANDO A REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA: este trabalho visa fazer o levantamento da situação das propriedades do município, através de pesquisa 50 pessoas autorizadas pela prefeitura de Coari estão preenchendo um formulário que entre outras coisas busca informações sobre como está à situação da propriedade: se possui título definitivo, aforamento, registro de imóveis, dentre outras questões: é um trabalho sério do setor de terras da prefeitura de Coari, por isso é necessário a contribuição da população, recebendo os técnicos e dando as informações;
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POÇOS ARTESIANOS

POÇOS ARTESIANOS SÓ PODERÃO SER PERFURADOS COM AUTORIZAÇÃO DA CAESC. É o que diz a portaria, que regula a abertura de novos poços artesianos. A partir de agora, para a perfuração de novos poços é necessário à autorização do órgão regulador.
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